Assistência

Cáritas da Arquidiocese do Amazonas oferece auxílio à população indígena

Povos originários estão sofrendo uma realidade ainda mais dura neste tempo de pandemia

No coração da Amazônia brasileira, na Região da cidade de Manaus, a Cáritas da Arquidiocese da Capital do Amazonas atende mais de 40 aldeias indígenas. A difícil realidade social dos povos originários, marcada também pela exploração ilegal de seus territórios, sofreu um forte agravamento neste tempo de Pandemia da Covid-19. De acordo com o Secretário Executivo da Cáritas Arquidiocesana de Manaus, Diácono Afonso de Oliveira Brito, isso fez com que a Arquidiocese olhasse com o carinho para esse povo. “Nós nos sentimos mexidos para que pudéssemos dar uma contribuição a partir dessa ajuda de saúde e a gente conseguiu chegar nessas comunidades”, explica.

O projeto de ajuda humanitária nas áreas de atendimento básico de saúde, proteção e higiene nos bairros e zonas rurais de Manaus teve início em junho do ano passado e tem distribuído produtos de limpeza, fornecido atendimentos médicos e exames. Além disso, diversos equipamentos médicos e remédios já foram adquiridos e agora são repassados a secretaria municipal de Saúde de Manaus.  “As parcerias nos ajudou a comprar equipamentos para dar suporte para as UBSS. Ajudamos com equipamentos que foram entregues, além do teste de PCR, remédios e material de proteção para a equipe médica”, disse o diácono.

Além das aldeias mais próximas da capital, a Cáritas Arquidiocesana de Manaus tem somado esforços para atender mais de 250 aldeias em todo estado. No combate a Covid-19 o projeto chegou a contratar até mesmo um serviço próprio de um laboratório para ajudar na realização de exames para detectar a presença do novo coronavírus nas tribos indígenas da região. “Fizemos uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para atendimento de um grupo específico aqui na cidade de Manaus, para o atendimento dessas 43 comunidades da cidade de Manaus. Com isso fomos até os polos espalhados em 15 municípios do Estado do Amazonas”, conta.

O Diácono Afonso acredita que os povos indígenas tem perdido muitos direitos conquistados nestes últimos anos e que a exploração ilegal das terras destes povos originários tem causado grandes problemas, até mesmo transmissões do novo coronavírus pelos invasores e alerta para o cuidado que estão tendo com esse povo. “Por isso a proteção dessa população é fundamental, dada a fragilidade deles que pode ser levado o vírus para o território deles. Para se entrar na aldeia é preciso fazer o teste, antes”, finaliza.

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