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“Sejamos arquitetos do diálogo e da amizade”, pede Papa Francisco

Pe. Fábio Pascoal reflete mensagem deixada pelo Santo Padre e fala sobre a importância do diálogo

Em seus pronunciamentos, o Papa Francisco sempre destaca a importância do encontro e do diálogo para uma nova cultura. Em sua mensagem com a intenção de oração para o mês de julho, ele ressalta o diálogo como “forma de ver a realidade de uma maneira nova, de viver com entusiasmo os desafios da construção do bem comum”. O Pontífice pede ainda o fim da polarização que divide a sociedade e reza para que “não haja espaços de inimizade e de guerra”.

Diante desse pedido, nos resta a reflexão: falta dialogarmos mais? Para o Missionário Redentorista Pe. Fábio Pascoal, a resposta é sim. “Estamos muito fechados em nossas convicções individuais, muitas vezes até acima das coletivas, ainda mais se tratando de crenças diferentes, partidarismos políticos, acesso a informações”, diz.

Ele destaca que a mensagem do Santo Padre se dá em um momento apropriado e que deve ser considerada por todos os cristãos. “Podemos melhorar nos esforçando em escutar mais, interiorizando o que escutamos para só então emitir nossas opiniões e que devem e podem ser reformuladas pelo processo da reflexão dialogal”, acrescenta o religioso.

Amizade social

Outra mensagem deixada pelo Papa Francisco é que “não pode haver amizade social sem ouvir, sem ouvir o outro. Para ouvir o outro deve haver no meu coração a convicção de que o outro tem algo de bom para me dizer”. De acordo com Pe. Fábio Pascoal, isso pode ser alcançado justamente no respeito, acolhida e diálogo sincero uns com os outros, no esforço coletivo de enxergar o que é comum a todos nós e pode contribuir para o desenvolvimento solidário da sociedade.

“Somente diante da acolhida de uns aos outros, no sentido de respeitar a opinião do outro mediante o diálogo sincero, mesmo eu tendo a minha formada, é que podemos descobrir aquilo que há em comum e, assim, podermos vislumbrar um mesmo horizonte e meta, mesmo que o caminho para chegar lá tenha as suas peculiaridades”, reflete o religioso.

Para o missionário redentorista, quando nos fechamos em nossas próprias opiniões, nos tornamos cegos diante de uma realidade que é plural e que faz parte do emaranhado civilizatório que somos. “Neste caso, no lugar de desenvolver a acolhida e a possibilidade de unidade em algumas ações visando o bem comum, acabamos agindo com discriminação, preconceitos e exclusão de tantas visões e possibilidades, que dialogadas e combinadas, contribuiriam para uma civilização do amor”, finaliza Pe. Fábio.


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