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Igreja celebra o Mês das Missões

Papa: “quando experimentamos a força do amor de Deus, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos”

A cada ano, no mês outubro, a Igreja do Brasil celebra o Mês das Missões ou Mês Missionário. Isso acontece numa sintonia com o Dia Mundial das Missões que é celebrado no penúltimo domingo do dito mês em todo o mundo, desde 1927, quando o Papa Pio XI instituiu essa data.

Mas foi somente a partir de 1963, por ocasião desta data, que os papas começaram a escrever uma mensagem que anima a vida missionária da Igreja. Para este ano, a mensagem do Papa Francisco se pautou na seguinte inspiração bíblica: “Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos” (cf. At 4, 20).

Para o Pontífice, “quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos”.

E, a partir dessa mensagem do Papa e da inspiração bíblica, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), que têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, escolhem o tema, que neste ano é “Jesus Cristo é Missão”. Nessa ação colaboram a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).

Mas para quê dedicar um mês sobre a reflexão missionária? De antemão, não é para nós sermos missionários só neste mês e nos meses seguintes ou anteriores ficarmos monótonos. A Igreja propõe essa reflexão para que cada vez mais o povo de Deus tenha consciência da responsabilidade missionária que cada um tem, como batizados, como filhos amados do Pai Eterno. Somos enviados a fazer o anúncio em cada local e situação que estivermos, sobretudo com nosso testemunho. Isso é missão.

Nesse sentido, o Papa Francisco, na sua mensagem, afirma que a celebração do Dia Mundial das Missões “é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração. Esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: ‘ela existe para evangelizar’”.

Na mensagem ele recorda com gratidão de “todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de ser apóstolos generosos e jubilosos do Evangelho. Lembramos especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção”.

Além de lembrar dos tantos missionários que se doam, ele faz um apelo: “Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão”.

Que possamos tomar posse cada vez mais do nosso ser missionário e a contribuição que fazemos na nossa família, no nosso trabalho, no nosso ambiente de estudo, na própria Igreja e nas regiões mais longínquas. Pois não devemos ser missionários só em um certo lugar ou em uma certa ocasião. Devemos ser missionário sempre. Isso é constitutivo do nosso ser, como bem lembra o tema do mês missionário do ano passado: “A vida é missão”.

Que neste tempo de pandemia, sejamos mais solidários e missionários, aumentando nossa capacidade de alargar nossos círculos para abraçar os que tanto precisam de nós.

Portanto, vivamos a Missão, que para o Papa Francisco “é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários”.

Amém! Abençoado Mês Missionário à todos.

Frater Antoniel Braga


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