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“Conhecimento deve ser inclusivo”, diz Papa

Que enfatizou o estimular a olhar sempre para frente, sem deixar de se satisfazer com os resultados obtidos

Reprodução: Vatican News

Da Redação, com Vatican News

Papa Francisco recebeu em audiência na Sala Clementina cerca de 200 professores e alunos da Escola Vaticana de Paleografia, Diplomática e Arquivística e da Escola Vaticana de Biblioteconomia, que celebram aniversário de fundação: “um serviço que preparou e prepara muitos arquivistas e bibliotecários na Igreja e no mundo”, afirmou o Pontífice.

Ao elogiar o trabalho formativo dessas Escolas, que exige empenho e atualização contínua, o Papa agradeceu pelo que fizeram aos longo dos anos, e também estimulou a olhar sempre para frente, sem deixar de se satisfazer com os resultados obtidos, mas prontas para assumir os desafios culturais decisivos que nossa época coloca diante de nós: “Penso, por exemplo, nas grandes questões relacionadas à globalização, no risco de achatamento e desvalorização do conhecimento; na relação cada vez mais complexa com as tecnologias; nas reflexões sobre as tradições culturais que devem ser cultivadas e propostas sem imposições recíprocas; na necessidade de incluir e nunca excluir ninguém das fontes de conhecimento e, ao mesmo tempo, defender a todos do que é tóxico, insalubre e violento que pode se esconder no mundo do conhecimento social e tecnológico.”

Prontidão para acolher, principal característica
Francisco sublinhou quais são as principais características exigidas daqueles que trabalham nessas Escolas: “Uma grande abertura ao confronto e ao diálogo, uma prontidão para acolher, especialmente a marginalidade e a pobreza material, cultural e espiritual”. Nesses anos marcados por profundas reformas, as Escolas puderam enfrentar “as necessidades de locais de preservação do conhecimento”, crescer e, acima de tudo, evitar a autorreferencialidade: “Que feio! Como dizemos na Argentina: ‘yo, me, con migo, para mi’, eu, comigo, sempre para mim, isso é feio!”, e completou: “Tudo isso deve ser o ponto de partida para um verdadeiro reinício: não apenas para honrar velhas glórias ou para lembrar com gratidão aqueles que desejaram e apoiaram essas instituições no passado, mas para olhar para frente, para o futuro, para ter a coragem de repensar diante das demandas provenientes do mundo cultural e profissional.”

As ideologias sempre matam
Ao recordar as origens das Escolas Vaticanas, o Pontífice destacou a “abordagem eminentemente prática e concreta dos problemas e dos estudos”, e segundo Francisco, isso está ligado ao confronto com a realidade e não com a ideologia, porque “as ideologias sempre matam”. “Vocês ensinam e aprendem a ser arquivistas e bibliotecários em contato não apenas com os estudos, mas também com a experiência viva daqueles que exercem essa profissão”, e concluiu: “Vocês têm o privilégio de se capacitarem, aproveitando diretamente o patrimônio secular que os Arquivos e a Biblioteca têm a tarefa e a responsabilidade de preservar e transmitir às gerações presentes e futuras. E esses contatos, além de serem uma oportunidade de aprendizado técnico, são também um estímulo à abertura mental e humana. Que essa concretude e essa abertura sejam as estrelas-guia de seu caminho futuro e de um relançamento decisivo das duas Escolas Vaticanas”.


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