Santuário

Celebremos São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas

Pioneiro na comunicação com os mais simples, especialmente com os surdos, ele deixou um legado marcado pela caridade, paciência e gentileza

A Igreja celebra nesta segunda-feira, dia 24 de janeiro, Francisco de Sales. Inspirador da obra salesiana, o santo é padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica. Pioneiro na comunicação com os mais simples, especialmente com os surdos, ele deixou um legado marcado pela caridade, paciência e gentileza. Em 2022, se celebra os 400 anos de sua morte.

Francisco de Sales nasceu no dia 21 de agosto de 1567 de uma família nobre, no reino da Sabóia, situado entre a França, Itália e Suíça. Estudou no Colégio de Clermont dos Jesuítas, em Paris, e na Universidade de Pádua, onde se doutorou no Direito Canônico e Civil.

Segundo Pe. Morand Wirth, salesiano da Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, que dedica sua vida ao estudo deste santo, ele “era de uma família numerosa, conhecida, da nobreza. O problema em sua juventude era que ele sentia que devia estar totalmente a serviço de Deus e da Igreja, enquanto seu pai o queria casado para que fosse o seu sucessor como o chefe da família”.

Vocação

Ao falar sobre a vocação de Francisco, o Pe. Wirth afirma que “o bispo daquele tempo pedia missionários para uma província protestante chamada Chablet, perto de Genebra. O bispo, que havia perdido esta província, perguntou a seus padres se alguém queria ser voluntário e ninguém queria, porém Francisco aceitou e este foi um período heroico de sua vida. Ele teve que se esconder, viver num castelo, pois foi um período de guerra de religiões e era muito perigoso.”

Foi ordenado bispo de Genebra em 1602, mas residia em Annecy (agora situada na França), já que Genebra estava sob o domínio dos Calvinistas e era fechada para ele. Sua diocese tornou-se muito conhecida na Europa por causa de sua organização eficiente, de seu clero zeloso e dos leigos bem esclarecidos, uma realização monumental naquela época.

Publicações

A sua fama como diretor espiritual e escritor aumentava. Convenceram-no que reunisse, organizasse, expandisse e publicasse suas muitas cartas sobre assuntos espirituais. Foi o que fez em 1609, com o título “Introdução à Vida Devota”. Essa se tornou a sua obra mais famosa e, ainda hoje, é uma obra clássica que se encontra nas livrarias no mundo inteiro.

Porém, o seu projeto especial foi o “Tratado do Amor de Deus”, fruto de anos de oração e trabalho. Este continua sendo publicado até hoje. Ele queria escrever também uma obra paralela ao Tratado, ou seja, sobre o amor ao próximo, mas a sua morte no dia 28 de dezembro de 1622, aos 55 anos de idade, o impossibilitou. Além das obras mencionadas acima, suas cartas, pregações e palestras ocupam cerca de 30 volumes.

Ele colaborou com Santa Francisca de Chantal na fundação da ordem religiosa das Irmãs da Visitação de Santa Maria, conhecidas pela simplicidade da sua regra e tradições, e por sua abertura especial às viúvas. Foi através da persistência de uma destas irmãs, uns 250 anos mais tarde, Madre Maria de Sales Chappuis, que um sacerdote de Troyes, na França, Luís Brisson, fundou os Oblatos de São Francisco de Sales, uma comunidade de sacerdotes e irmãos, dedicados à vida e divulgação do espírito e dos ensinamentos de São Francisco de Sales. Padre Brisson fundou também uma comunidade de irmãs com o mesmo nome, Oblatas de São Francisco de Sales.

Sua atividade missionária, por meio dos livros e dos folhetos que deixava debaixo das portas das casas das pessoas durante a noite, por causa dos ataques devido aos conflitos já mencionados, fez com que o Papa Pio XI, em 1923, o proclamasse padroeiro dos jornalistas.

Segundo Pe. Wirth “esta figura realmente merece ser conhecida por meio de suas obras, sempre muito difundidas. A atualidade deste santo pode ajudar muitos a redescobrir uma bela figura que inspira simpatia, como inspirou tanta simpatia a Dom Bosco.”

Fonte: Vatican News


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