Conheça a Capela de São Maximiliano, em Niepokalanow

  08 de novembro de 2018 • 11h12 • Atualizado em 09/11/2018 • 11h41

O Programa Pai Eterno desta quinta-feira, 8, exibiu reportagem especial sobre a Capela de São Maximiliano, um dos lugares mais visitados em Niepokalanow, na Polônia, onde estão sendo rezadas as Novenas Internacionais deste ano. (Assista ao vídeo abaixo)

Localizada na Cidade da Imaculada, fundada pelo sacerdote polonês Maximiliano Kolbe, a capela foi uma das primeiras construções no terreno que ele recebeu como doação de um príncipe que se encantou pelo seu trabalho de evangelização na época. Ele teria doado a terra para que Maximiliano construísse um novo convento e atraísse mais pessoas para a vida religiosa e também para o trabalho que ele já realizava por meio da imprensa.

Assim que recebeu o terreno, a primeira ação do Pe. Maximiliano foi colocar uma Imagem de Nossa Senhora. Hoje, ela fica do lado de fora, em frente à capela. Para ele, esse gesto foi uma forma de pedir que a Virgem Maria abençoasse o local e tudo o que fosse construído por lá.

Era na capela que Pe. Maximiliano celebrava missas e os frades professavam seus votos religiosos. É também o lugar onde todos se recordam do início da história da Cidade da Imaculada. Antes que um museu fosse criado, a capela serviu durante muitos anos como um espaço de recordação onde objetos de Maximiliano Kolbe eram guardados.

Na antiga sacristia, muita coisa está exposta. Tem também o quarto de Maximiliano Kolbe, entre 1927 e 1930. Na parede, uma foto mostra o dia em que ele fez a profissão dos votos, em 2 de agosto de 1939. Algumas casulas e objetos utilizados por ele nas celebrações, também estão guardados.

Em outro espaço, também na Cidade da Imaculada, São Maximiliano viveu de 1936 até 1941, quando voltou de sua missão no Japão. Logo na entrada, alguns objetos de uso pessoal estão expostos. Nesta parede, recordações especiais: o registro do dia em que o Papa João Paulo II visitou Niepokalanow, em 18 de Junho de 1983 e a visita de Madre Teresa de Calcutá que aconteceu em 1989.

Nesta cristaleira, os escritos originais de Maximiliano Kolbe, que era devoto de Nossa Senhora. Nos registros estão os ensinamentos deixados por ele. Um deles diz: “Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação.”.

O quarto de Maximiliano também está preservado. O local é bem simples. No quarto também tem uma escrivaninha com a Imagem de Nossa Senhora, onde o Papa João Paulo II fez uma oração quando visitou.

Outras recordações do santo polonês também estão guardadas neste espaço onde foi construído um museu. Logo na entrada, uma estátua feita na Itália em tamanho real, que esteve no Vaticano na celebração de canonização de Maximiliano Kolbe. Fotos da mãe e do irmão de Maximiliano também estão expostas no museu.

Ainda como parte da vida de São Maximiliano, alguns quadros e roupa usada no campo de concentração relembram o tempo em que ele ficou preso em Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial.

“Podemos perguntar de onde vêm as relíquias do padre Maximiliano, pois sabemos que seu corpo foi cremado e as cinzas foram espalhadas. O padre Maximiliano, quando retornou em 1936 da missão de Nagasaki, usava uma longa barba como missionário. Esta barba permaneceu até o início da Segunda Guerra Mundial. Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, padre Maximiliano teve que raspar a barba nos documentos. Como acontece com o barbeiro- um dos irmãos que o cortou, enrolou o cabelo em um jornal em segredo de Maximiliano dizendo que ele seria sagrado um dia. Hoje, o cabelo da barba do Padre Maximiliano é para nós a recordação mais cara do Padre Maximiliano. Estas são suas relíquias”, ressaltou Jacek Staszuwski.

Um fato curioso sobre a vida de São Maximiliano é que ele também evangelizava por meio da imprensa escrita e através de rádio. Foi com isso que atingiu fiéis em muitos países. Sem recursos financeiros, em 1922, fundou uma revista. Parte dessa história é preservada no museu, onde alguns instrumentos utilizados por ele estão expostos e fotos também mostram parte desse trabalho.

“Maximiliano mostrou que se pode publicar um jornal religioso com pouco dinheiro. Ele tentou alcançar o maior número possível de pessoas, leitores. Mas como eu disse, o padre Maximiliano é antes de tudo um grande organizador, o criador do maior mosteiro católico na Europa. Maximiliano é um mártir de Auschwitz, mas é para nós um modelo e exemplo de que em qualquer situação, você pode tentar levar o Evangelho à vida e a vida ao Evangelho”, completou Jacek Staszuwski.

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A Cidade da Imaculada, fundada por São Maximiliano aqui na Polônia, chegou a ser o maior convento do mundo e uma das obras mais notáveis de evangelização através dos meios de comunicação no século XX. Como mostram algumas fotos na exposição do museu, São Maximiliano construiu uma gráfica onde era impresso o “Cavaleiro da Imaculada”, uma revista idealizada por ele e que motivava a devoção a Santíssima Virgem Maria. Outros informativos também chegaram a ser impressos.

Este modelo de vida religiosa e trabalho apostólico nos meios de comunicação foi levado por São Maximiliano ao Japão. Na missão de evangelizar ao redor do mundo, ele foi enviado ao país em 1930. Lá criou o Jardim da Imaculada na cidade de Nagasaki, um convento parecido com o que construiu na Polônia

No museu também é possível encontrar ainda a última carta escrita por Maximiliano Kolbe e até mesmo o atestado de óbito com o motivo de sua morte alterado. Ao invés de constar que ele morreu por conta de uma injeção letal no campo de concentração, está escrito que seu falecimento se deu por conta de um ataque cardíaco.

Outra curiosidade na Cidade da Imaculada é o Corpo de Bombeiros. Seminaristas e candidatos ao sacerdócio que moravam aqui, além de se dedicar aos trabalhos monásticos, desenvolviam funções como pedreiro, impressor, jardineiro e bombeiro. Quase todos os prédios de Niepokalanow eram de madeira, com estruturas vulneráveis a possíveis incêndios.

Niepokalanow em sua totalidade foi a realização do sonho de Maximiliano Kolbe. Foi o local onde ele materializou todo o seu amor e devoção pela Imaculada. Tudo o que foi construído aqui foi pensando na divulgação da fé e do poder da Virgem Maria. Como o próprio Papa João Paulo II disse, Maximiliano Kolbe foi o “Padroeiro do século XX”. E marcas de toda a sua história estão vivas na Cidade da Imaculada.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

Fonte: Afipe

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