Quarta-feira de Cinzas: início da Quaresma

  21 de fevereiro de 2017 • 11h32

DESTAQUE_QUARESMAS_21_02_17_001A partir do dia 1º de março, os cristãos católicos vivenciarão o Tempo da Quaresma, um dos tempos litúrgicos mais importantes no calendário da Igreja. O período antecede a Páscoa, tendo início na Quarta-feira de Cinzas e fim na Quinta-feira Santa, dia em que tem início a celebração do Tríodo Pascal, que se encerra no Domingo de Páscoa.

São 40 dias, em que os católicos são convidados a viver um tempo de reflexão, oração e penitência, em memória aos dias que Jesus passou no deserto. Neste período, as pessoas costumam ficar mais reclusas, à espera do anúncio da ressurreição de Cristo. “É tempo de deserto interior. Deserto não é coisa ruim, é coisa boa. Tempo de parada, de silêncio, de escuta. Então, para que nessa caminhada, nesse deserto, a gente possa realmente parar e dizer: ‘Deus, eu estou aqui. Eu quero falar com o Senhor. Escutar alguma coisa’. É a nossa caminhada, a nossa direção para o objetivo que estamos querendo”, ressaltou Pe. Abdon Dias Guimarães.

Práticas cristãs na Quaresma

Durante o período quaresmal, a Igreja Católica se volta a Jesus Cristo e relembra Sua vida, morte e ressurreição. Diante disso, alguns ritos são considerados essenciais na liturgia e na vida dos cristãos. A Quaresma tem algumas características específicas. Nesse período, a Igreja utiliza o roxo, como cor litúrgica, símbolo de tristeza e dor. Na Quarta-feira de Cinzas é sempre realizada uma celebração em que se lembra o fim da própria mortalidade com a marca de cinzas na testa: “Porque és pó, e pó te hás de tornar”, (Gn 3,19). Além disso, algumas atitudes são propostas aos fiéis como forma de vivenciar de forma concreta e verdadeira esse tempo litúrgico:

DESTAQUE_QUARESMAS_21_02_17_002Oração

Essencial em todos os momentos, a oração pode ser pessoal, em comunidade, na meditação da Palavra de Deus, em família, ou mesmo com a participação do fiel cristão na Santa Missa. Mas, é importante que a oração não fique apenas nas palavras. Por isso, aliada à caridade e à penitência, ela pode se transformar em ações concretas. “A oração é a grande intimidade que nós devemos ter com o nosso Deus. Falar ao coração de Deus e deixar que Ele fale também no coração de cada um de nós. Pois, é por meio da oração que nós conseguimos obter as respostas para a nossa caminhada, as respostas que nós precisamos no nosso dia a dia, para as nossas dificuldades, alegrias”, explicou Pe. Abdon Dias Guimarães.

DESTAQUE_QUARESMAS_21_02_17_004Penitência

A Quaresma é um tempo de conversão. Mudança de vida. Para isso, existe a penitência, ou o jejum. As sextas-feiras da Quaresma são um tempo propício para a penitência. O objetivo desta prática não é o sofrimento ou privação daquilo que agrada, mas um meio de purificação de nossa alma. A penitência é feita para dar forças espirituais na luta contra o pecado. Aliada à oração, ajuda a fortalecer a vontade e a fé, para que não se caia diante das ciladas do mal. “Nós recordamos este tempo de penitência, de mortificação na nossa vida. No jejum vamos desligar das coisas do mundo, oferecer a Deus o sacrifício. Não significa que esse sacrifício é algo que vai doer no nosso coração, na nossa vida. É um sacrifício que nós vamos fazer por conta própria para que a gente possa ter um crescimento espiritual maior ainda”, pontuou o sacerdote.

DESTAQUE_QUARESMAS_21_02_17_003Caridade

A caridade é o ato concreto da conversão do coração. Da vivência da oração. Da vivência da proximidade com Deus. É aquela obra concreta que coloca o cristão diante do irmão mais necessitado, para ajudar, para evangelizar, para levar também o amor de Deus, de forma material àquelas pessoas que mais necessitam. A caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles mais próximos. “A gente recorda São Paulo quando ele diz ‘Ainda que eu fale todas as línguas dos homens e dos anjos, se eu não tiver a caridade, de nada me adiantará’, pois a caridade é que norteia toda a nossa vida. Nós somos seres de reação. Todos os dias estamos esbarrando uns com os outros, convivendo com o outro. Imagina viver em um mundo onde a gente não tem caridade com ninguém, onde não vamos renunciar o nosso egoísmo, e que pensemos só em nós mesmos? Então, a caridade é abrir-se para a outra pessoa”, ressaltou o Missionário Redentorista.

Fonte: Afipe

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