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Vila São Cottolengo é pioneira em Caiaqueterapia

Atividade de reabilitação usa caiaques para promover estabilidade postural ao paciente.

NEWSLETTER_SETEMBRO_DOE_PELA_FE_2015_08_10_002A Vila São Cottolengo, em Trindade (GO) vem desenvolvendo algo inédito nos centros de reabilitação de Goiás: a Caiaqueterapia. Não se trata de mais uma prática esportiva, mas de uma terapia que ajudará no processo de reabilitação das pessoas com deficiências.

O local é diferente de tudo o que os pacientes estão acostumados. Eles ficam cercados por árvores e muito verde, por isso o lazer está aliado à natureza. Segundo o fisioterapeuta Thiago Henrique de Andrade, um ambiente bem relaxante. “A Caiaqueterapia tem como objetivo oferecer o caiaque como instrumento de reabilitação e habilitação dentro de um lago ou rio. No caso da Vila, o lago é o jardim da Vila, então além de trabalharmos o equilíbrio, coordenação motora, independência, seguir regras, a gente usufrui do ambiente natural que a Vila tem”, explica.

Ele ressaltou ainda o principal objetivo da terapia: “Objetiva principalmente objetivos físicos, psíquicos e sociais. Então, consigo trabalhar sobre o caique a força muscular, o equilíbrio, a resistência, a autonomia e a autoestima”.

O lago fica na área externa da Vila São Cottolengo, mas antes os pacientes treinaram na piscina, um tempo dedicado à adaptação. “Por ser um ambiente mais estável é muito mais fácil assistir o paciente ali e ele perceber que é muito mais prazeroso do que uma coisa que dá medo”, afirma.

Screen Shot 2015-09-02 at 09.35.01O lago tem cerca de seis mil metros. O espaço já existia e apenas passou por uma revitalização para voltar a ser utilizado. De acordo com a diretora administrativa da Vila, Ir. Márcia Simões, foram cerca de dez meses de trabalho para proporcionar mais qualidade de vida aos internos. “A gente viu essa necessidade de arranjar essa terapia que de certa forma dessa qualidade de vida melhor e mais saldável aos nossos pacientes e que na verdade desse a eles essa necessidade que eles têm: a força nos membros superiores”, pontua.

A receptividade dos internos e pacientes tem sido muito boa e já há alguns casos de melhorias “Teve um paciente que ficou com uma sequela de acidente automobilístico e ficou tetraplégico e começou a ganhar equilíbrio no caique e, hoje, ele já toca a cadeira de rodas sozinho, pois ele ganhou mais segurança no troco e nos membros. Ele adquiriu mais segurança em fazer alguns movimentos”, lembra Thiago.

As atividades acontecem uma vez por semana com cada grupo. Eles ficam no caiaque por cerca de meia hora. A nova atividade já vinha sendo planejada há algum tempo e foi discutida com profissionais de diversas áreas.

“Nesta busca nós vimos com todos os outros profissionais que era muito importante estar aqui neste momento e fazer este caiaque neste lago que Deus nos deu de presente. Trazemos os paciente para cá, eles têm outro ambiente, são muito mais saudáveis aqui fora e ficam felizes da vida”, conta Ir. Márcia Simões.


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