Apoio Espiritual

Os excessos no mundo virtual

Vaidade, ostentação e egoísmo nas redes sociais são armadilhas para uma vida com Cristo.

As mídias digitais são uma ferramenta para debater ideias, encontrar amigos e familiares e compartilhar momentos da vida. Porém, quando utilizadas de forma excessiva com o objetivo de satisfazer o ego, elas se tornam armadilhas. Este é o alerta da Assessora de Comunicação da Arquidiocese de Goiânia, Talita Salgado. Para ela, não existe diferença entre o mundo real ou virtual, principalmente para os que vivem a fé cristã. “Os valores de uma pessoa não podem mudar quando se está no mundo real. As postagens e comentários devem refletir o Cristo que vive em mim e os ensinamentos Dele“, afirma.

Do mesmo jeito que os computadores, a internet, os smartphones e os sites de relacionamento, que foram criados para aproximar e facilitar a comunicação, as tecnologias também revelam a falta de diálogo e, principalmente, de compreensão. “Na minha experiência aqui na Arquidiocese, sempre temos dois tipos claros: aquele que comenta e usa as redes para aprender mais, fazendo críticas de forma positiva, ou seja, exercendo a virtude da humildade; e aqueles que gostam de causar polêmicas, gerar a discórdia, muitas vezes utilizando até da própria fé para condenar o próximo”, relata.

Desafios

A assessora de comunicação explica que as redes sociais são semelhantes a estar em um grupo de amigos na vida real, e convida a refletir. “É importante pensar: eu faria este comentário ou falaria de determinado assunto se estivesse pessoalmente ou só preciso da sensação de ter o meu ego agradado pelos ‘likes’ e pela plateia virtual?”. Para Talita, ter um perfil pessoal ou profissional no universo da internet é uma ferramenta que ajuda a praticar os ensinamentos de Jesus. “Podemos aprender a ter humildade, a não julgar, a fortalecer nossos valores ao trocar experiências na internet, desde que seja de maneira saudável e sem deixar de viver o mundo real também”, afirma.

Os religiosos, principalmente os padres, vivem um desafio ainda maior ao manter perfis nas redes sociais. No Instagram, no Facebook ou no Twitter, eles não falam apenas por si mesmos, mas pela Igreja Católica, pela fé em Jesus Cristo. “Os padres são figuras públicas e precisam ter o cuidado de não se tornarem maior do que a mensagem que passam: o Evangelho de Jesus Cristo”, explica Talita.

Hoje até o Papa Francisco mantém perfis nas redes sociais e a sua presença fortalece os demais religiosos na sua missão de propagar o Evangelho. “É importante que os religiosos utilizem as redes sociais com o objetivo de evangelizar e defender a unidade da Igreja. E que também estejam atentos ao Papa Francisco e a outras autoridades eclesiásticas para, assim, serem pastores do rebanho de católicos por todo o mundo”, finaliza.

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