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Você sabe o que são as indulgências?

Perante a Igreja Católica, elas significam um comportamento de benevolência e exercício do perdão.

Foto: Rodolfo Cândido

Você já ouviu falar em indulgências na Igreja Católica? Segundo relatos, o uso das indulgências teve sua origem nos primeiros tempos da humanidade e da Igreja, no sentido de remir a pena de pecadores.  Antigamente, conta a história, que a absolvição dos pecados só era dada aos penitentes que se acusassem dos próprios pecados e se submetessem a uma pesada penitência pública, além de ser privado da participação na Liturgia e na vida comunitária.

Neste sentido, surgem as indulgências, que, de acordo com o Pe. João Paulo Santos, significam um comportamento de benevolência. “Na Escritura, muitas vezes este termo é atribuído a Deus, ‘o Senhor é benevolente’. De modo muito simples, a Igreja, como sinal sacramental de Cristo que é benevolente e se entregou para nos salvar por meio dos pastores do rebanho, faz uso das indulgências para conceder aos fiéis o perdão abundante e incitá-los ao exercício da piedade, da penitência e da caridade”, afirma o padre.

Aos dias de hoje, o padre explica como a Igreja trata as indulgências: “Desde o início, as indulgências eram atribuídas ao pecador perdoado de sua culpa e esta se expressava em uma obra de caridade em favor de alguém ou de um exercício espiritual como uma peregrinação e a prática de orações. Na Idade Média, houve algumas distorções com as vendas das indulgências, como se fosse possível comprar o perdão, mas logo em seguida o seu sentido é retomado. Atualmente, em tempos fortes na vida da Igreja, como anos jubilares, a peregrinação em lugares sagrados especiais indicados pela autoridade eclesiástica, mediante a participação nos sacramentos da reconciliação e da eucaristia e oração segundo as intenções do Papa, se pode obter a indulgência”, conclui.

Para que existem as indulgências?

Você pode se perguntar: “Então, para que serve a confissão?”. O Papa Francisco explica: “Apesar do perdão, carregamos na nossa vida as contradições que são consequências dos nossos pecados. No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanecem”.

Em publicações no portal Editora Cléofas, Felipe Aquino, professor de História da Igreja, afirma que a  indulgência não busca perdoar nenhum pecado, mas sim superar totalmente as consequências negativas do pecado. “Trata-se de uma realidade muito séria, longe de um automatismo mágico à margem da nossa busca sincera de Deus e do seu perdão, e que se traduz na vontade de levar uma vida autenticamente evangélica e refazer o caminho. Não é simplesmente passar por uma porta e tudo bem. E, em relação a isso que lhe parece impossível, posso lhe dizer que a Igreja nunca nos pede impossíveis. Se, ao invés de conceber esta rejeição do pecado como um ato da emotividade e dos sentimentos, você a encarar como um ato de pura determinação e vontade, perceberá que não é tão difícil. Mas tampouco fácil demais: é como se, diante de um prato que você comeria com deleite, decide não comê-lo, mesmo que implique em um sacrifício”, explica.

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