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13 de agosto: Igreja celebra Santa Dulce dos Pobres

Hoje é dia de celebrar a primeira santa brasileira, reconhecida por sua dedicação aos mais necessitados e doentes

Conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia, santa Dulce dos Pobres foi uma das religiosas mais populares do Brasil por prestar assistência aos pobres e doentes. Ela chegou a ser indicada para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz, em 1988, pelo então presidente José Sarney, com o apoio da rainha Sílvia, da Suécia. Mesmo sem ser escolhida, a indicação deu reconhecimento internacional à sua obra social.

E era na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia que a freira cumpria com seus compromissos da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Foi lá que aconteceu o velório de Irmã Dulce e também o primeiro local onde o corpo da freira foi enterrado, antes de ficar por definitivo no Santuário Irmã Dulce. “Ela ficou durante oito anos. Quando se deu início ao processo de beatificação, o corpo dela foi retirado daqui e levado para o Santuário Ir. Dulce. Devido a todo o trabalho que ela fez nas obras sociais”, afirma Caio de Jesus Morais.

O processo de beatificação da religiosa teve início em 2000, pelo cardeal Dom Geraldo Majella, quando recebeu do papa João Paulo II o título de Serva de Deus. Em 2003, a Congregação da Causa dos Santos recebeu os atos jurídicos do processo e reconheceu um possível milagre ocorrido por intercessão da religiosa. A graça alcançada foi a recuperação de uma paciente que teve uma grave hemorragia pós-parto e cujo sangramento subitamente parou, sem intervenção médica.

O voto favorável e unânime da Congregação para a Causa dos Santos, no ano de 2008, atribuiu à Irmã Dulce o título de venerável e deu destaque às suas “virtudes heroicas”, uma etapa considerada fundamental no processo de beatificação de uma pessoa. O anúncio foi feito em 2009 e em 2010, o Papa Bento XVI autorizou a promulgação do decreto.

Com o reconhecimento final do Pontífice, foi realizado um evento em Salvador no ano de 2011. Na ocasião, a freira baiana passou a ser reconhecida com o título de “Bem Aventurada Dulce dos Pobres”, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica.

Em 2019, o Papa Francisco promulgou o decreto que reconheceu o segundo milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce, em que um fiel devoto quatorze anos após ficar cego, voltou a enxergar ao fazer uma oração para a então beata. A religiosa baiana foi canonizada pelo Santo Padre, na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 13 de outubro do mesmo ano e se tornou a primeira santa brasileira, a Santa Dulce dos Pobres.

Não é o fazer que faz o santo, mas o ser, aquilo que sai da sua alma. Era impressionante vê-la abraçar uma criança, um doente, com a doença mais infectuosa possível. Ela estava ao lado, não tinha medo de se aproximar, não se preocupava com a maneira em que estavam vestidos, se cheiravam mal. Uma vez eu vi um homem com o pé inchado, grosso e ela se ajoelhou e tentava melhorar, fazia curativos”, lembra Dom Washington Cruz, arcebispo metropolitano de Goiânia.

No Brasil, a primeira celebração em homenagem à canonização da Santa Dulce dos Pobres, foi no dia 20 do mesmo mês e levou milhares de fiéis a Salvador. Todos com o mesmo sentimento no coração: a gratidão por poder contar com uma santa brasileira para interceder. O momento foi de muita emoção!

“Eu não esperava alegria maior ver uma pessoa que convivi ser proclamada santa. Ela foi realmente uma luz para todo o povo de Salvador, porque mostrou que onde existem tantos pobres, podia ser feito alguma coisa”, afirma Pe. Pedro, da Itália.

A programação contou com missa, espetáculo teatral sobre a vida da santa e atrações musicais. Nos testemunhos de quem a conheceu, a certeza de que se tornou santa por continuar o trabalho de Jesus Cristo, de ter compaixão e cuidar do próximo.

“Eu agradeço a Deus, porque convivi com uma pessoa normal, não era uma milagreira. Era uma pessoa que amava, que abraçava, que as pessoas sentiam pelo seu abraço algo de diferente, a presença de Deus, porque ela sempre dizia isso. Quando alguém perguntava se ela havia feito algo, ela sempre dizia: ‘Eu não! Deus!”, conclui Washington Cruz.

Fonte: Afipe

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