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Quais são os critérios para que um milagre seja reconhecido pela Igreja?

Com um trabalho rigoroso e minucioso, a Igreja Católica avalia cada caso de milagres realizados pelos santos

Os milagres são considerados o resultado do poder de Deus na vida das pessoas que têm fé. Eles são realizados por meio de orações e intercessores que são apontados pela Igreja Católica como santos. São pessoas que viveram uma vida plena e devota de muita celebração ao Pai Eterno, seja pregando o Evangelho, ou se doando de corpo e espírito para ajudar o próximo. Para serem realmente comprovados, tais milagres passam por uma análise da Igreja, seguindo regras rigorosas.

No mundo, existem apenas dois lugares que são responsáveis por checar possíveis milagres. Um se encontra no próprio Vaticano e é conhecido como departamento Consulta Romana. Lá, existe um grupo com muitos médicos, em sua maioria italianos, com especialidades variadas e que investigam por meio da medicina sobre a cura de cada paciente apontado como milagre. Esses especialistas são responsáveis por fazer um trabalho minucioso de investigação e,  se  não forem capazes de achar esse motivo, então a Igreja pode concluir que houve uma cura divina.

O outro lugar  de checagem dos milagres é o Bureau de Constatações Médicas de Lourdes no Santuário de Lourdes na França. Esse departamento também é formado por médicos de renome que ficam responsáveis por estudar casos de possíveis milagres atribuídos a santos.  Além disso, o Papa Francisco determinou que uma cura só pode ser considerada sem explicação científica se pelo menos dois terços dos médicos envolvidos chegarem a essa conclusão e assim atestarem que realmente houve um milagre. Porém, a decisão final cabe somente à Igreja Católica.

Regras

Para que os milagres sejam reconhecidos, existem alguns critérios que foram adotados, desde o ano de 1734. Para que uma cura seja apontada como milagre, ela deve deve se  adequar em sete medidas não flexíveis. São elas:

– A doença tem de ser muito grave;
– O diagnóstico deve ser certo e preciso;
– A doença deve ser “física” (distúrbios mentais não entram);
– Um eventual tratamento não pode ter ajudado na cura;
– A cura deve ser repentina, inesperada e instantânea;
– O paciente deve retomar a vida normal, e sem convalescença;
– A cura deve ser duradoura, sem recaídas.

Esses critérios valem até hoje sob o atual papado de Francisco. Porém, agora ficou ainda mais rigoroso o processo de avaliação, uma vez que o Santo Padre tornou ainda mais seletiva a checagem.

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