Especial

A importância do “servir” na vida dos cristãos

Para o Papa Francisco, a grandeza e o sucesso, aos olhos de Deus, são medidos no serviço

“O valor de uma pessoa não depende mais do papel que ela desempenha, do sucesso que tem, do trabalho que faz, do dinheiro no banco, não depende disso. A grandeza e o sucesso, aos olhos de Deus, têm um padrão, uma medida diferente: são medidos no serviço. Não no que se tem, mas no que se dá. Quer se sobressair? Sirva! Este é o caminho”.

Com tais palavras, Papa Francisco reforçou, em um dos seus encontros com fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, a importância de percorrermos o caminho traçado por Jesus: o caminho do serviço. Na ocasião, ele mencionou a discussão entre os discípulos, narrada pelo evangelista Marcos, sobre quem entre eles era o maior. E citou a frase que Jesus disse a eles, uma frase que vale também nos dias de hoje: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos”.

Como servir?

Hoje em dia, a palavra “serviço” – disse o Papa – “parece um pouco desbotada, desgastada pelo uso. Mas, no Evangelho, tem um significado preciso e concreto. Servir não é uma expressão de cortesia: é fazer como Jesus que, resumindo em poucas palavras a sua vida, disse que veio “não para ser servido, mas para servir”.

“Nossa fidelidade ao Senhor depende de nossa disponibilidade em servir. E isso geralmente custa, ‘tem gosto de cruz’. Mas, à medida que aumenta o cuidado e a disponibilidade para com os outros, tornamo-nos mais livres interiormente, mais semelhantes a Jesus. Quanto mais servimos, mais sentimos a presença de Deus, sobretudo, quando servimos àqueles que não têm nada para nos restituir, os pobres, abraçando suas dificuldades e necessidades, com a terna compaixão: e ali descobrimos ser, por sua vez, amados e abraçados por Deus”, disse o Papa.

Para ilustrar a importância da doação gratuita, Jesus coloca uma criança entre os discípulos, pois “os gestos de Jesus são mais fortes que as palavras que usa”, observou Francisco. “A criança, no Evangelho, não simboliza tanto a inocência, mas a pequenez. Porque os pequenos, como as crianças, dependem dos outros, dos grandes, têm necessidade de receber. Jesus abraça aquela criança e diz que quem acolhe um pequenino, uma criança, o acolhe”.

O serviço nos faz crescer

Interpelados pelo Evangelho, o Papa sugere que nos interroguemos:

“Eu, que sigo Jesus, me interesso por quem é mais abandonado? Ou, como os discípulos naquele dia, estou em busca de gratificações pessoais? Eu entendo a vida como uma competição, para abrir espaço para mim mesmo às custas dos outros, ou acho que se sobressair significa servir? E, concretamente: dedico tempo a algum ‘pequeno’, a uma pessoa que não tem meios para retribuir? Eu cuido de alguém que não pode me retribuir ou apenas de meus parentes e amigos? São perguntas que podemos nos fazer”.

Que a Virgem Maria, humilde serva do Senhor, nos ajude a compreender que o serviço não nos diminui, mas nos faz crescer. E que há mais alegria em dar do que em receber, tal como ensinava São Francisco de Assis.

Com informações do Vatican News


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