Especial

24 horas para o Senhor: o mundo em oração

Tema deste ano proposto pelo Santo Padre é “Por meio de Cristo temos o perdão” (cf. Col 1,13-14)

O Papa Francisco deu início na tarde desta sexta-feira, 25 de março, à tradicional iniciativa “24 horas de Oração para o Senhor”. Como é costume desde que assumiu o pontificado, o Santo Padre sugere que as paróquias de todo o mundo realizem entre o terceiro e o quarto domingo da Quaresma as 24 horas para o Senhor. Nesta edição, Francisco faz um pedido especial: rezar pela paz mundial consagrando a Ucrânia e a Rússia ao Coração Imaculado de Maria.

O tema deste ano é “Por meio de Cristo temos o perdão” (Col 1,13). Viver intensamente a oportunidade do perdão, oferecida por Cristo, insere-se num contexto mais amplo com o qual o apóstolo pretende levar a comunidade de Colossos a sentir-se participante do grande mistério de Jesus. Sabemos que um dos objetivos centrais da carta é realçar o mistério de Cristo que ultrapassa todo o conhecimento. Ele é a própria imagem do Pai, o primogênito e o fim último da criação, bem como o início da nova vida realizada com a sua ressurreição. N’Ele reside toda a plenitude, para que “por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo Sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus” (Col 1,20).

O objetivo da contínua exortação que domina toda a carta é que os seus destinatários se tornem firmes na fé inicial. Tudo o que os cristãos receberam deve ser conservado, não como conhecimento teórico, mas sobretudo como comportamento pessoal coerente e prática comunitária capaz de exprimir a credibilidade da sua fé.

O cristão que medita a Carta aos Colossenses fica entusiasmado com a insistência do apóstolo no mistério de Cristo. De certa forma, parece que, nesta breve carta, Paulo quer deixar uma verdadeira síntese da sua cristologia. É fácil descobrir a presença dos temas caros ao apóstolo, como a universalidade do mistério de Cristo, a forma como entende a Igreja, os princípios da moral, a redenção e a escatologia, tudo centrado em Cristo. O Filho de Deus encerra em Si uma unicidade tal que faz d’Ele o início, o fim e a síntese de toda a ação do Pai. O tema do perdão também entra nesta visão e ganha particular relevo, porque é retomado várias vezes no corpo da própria carta, com acenos decisivos para a revelação, enquanto grande capítulo da reconciliação.

Depois de dois anos convivendo com a pandemia, e as 24 horas para o Senhor tendo que ser adaptada, tendo de ser realizada de casa ou da paróquia com o número reduzido de fiéis, esse ano, com a pandemia um pouco mais flexível, será possível realizar na paróquia com um número maior de fiéis.

As 24 horas iniciam-se, normalmente, na sexta-feira ao final da tarde, por volta das 18h e deve durar até a tarde do sábado. Tendo 24 horas ininterruptas de oração, com a exposição do Santíssimo Sacramento, atendimento de confissão auricular, meditações bíblicas e louvores. Pode-se iniciar com a celebração da Missa e terminar no sábado com a celebração Eucarística. É claro, respeitando a realidade local se a Igreja não puder ficar 24 horas aberta ou não tiver pessoas para ficarem em oração nesse período, encerra-se as 24 horas na sexta-feira à noite e retorna no sábado pela manhã.

O tempo da Quaresma é um tempo propício para a conversão e para a mudança de vida. Somos convidados a entrar de uma maneira na Quaresma e a chegar na Páscoa de outra maneira. Mais do que a penitência, a Quaresma é propicia para a conversão, pois a conversão faz com que não caiamos novamente no mesmo erro, e a penitência podemos cumprir e depois cair novamente no mesmo erro.

Portanto, as 24 horas para o Senhor é um tempo oportuno para fazermos a nossa confissão, se ainda não nos confessamos (existe a prática do mutirão de confissões). Procure a sua paróquia nesses dias e realize a sua confissão auricular, para poder celebrar a Páscoa de maneira plena. O tempo da Quaresma entrou agora na reta final e num período em que somos convidados a renovar as nossas promessas batismais e escolher a Deus ante ao pecado.

Com informações da CNBB, texto escrito pelo Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)


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