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Escritos de Bento XVI inspiram jornada de estudos sobre eclesiologia

Os conteúdos serão debatidos em jornada de estudos organizada na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma

Os escritos do teólogo Joseph Ratzinger continuam a fascinar milhares de leitores em todo o mundo. Este foi o público alvo da jornada de estudos organizada na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma,  como parte da conferência “A Igreja na eclesiologia de Joseph Ratzinger – Bento XVI”.

O ponto de partida é o primeiro volume do VIII tomo da Opera Omnia do Papa Emérito, publicado pela Libreria Editrice Vaticana (LEV), intitulado “Igreja: sinal entre os povos”, que reúne muitas de suas contribuições sobre o tema da Igreja, fruto de meio século de pesquisa científica, estudo e ensino.

“Embora seja um livro organizado de forma sistemática”, explica o professor Pietro Luca Azzaro, co-editor e co-tradutor, “todo leitor, e não apenas o teólogo profissional, fica impressionado com a atualidade dos conteúdos tratados pelo autor”. Em particular, a caridade, ou melhor, o tema do amor, “é o sol em torno do qual gira todo o pensamento de Ratzinger, desde os primeiros passos de seu percurso intelectual, até as últimas encíclicas”.

A Igreja, continua Azzaro, “é por um lado expressão do amor infinito e transbordante de Deus pelo homem, mas por outro é uma expressão manchada pelo pecado”. “Em todas estas páginas”, sublinha o professor, “o Papa emérito diz que é verdade que existe uma Igreja de pecadores, manchada por escândalos, mas há também uma outra história: a história dos grandes santos e da grande força reconciliadora da Igreja”.

A contribuição ao Concílio Vaticano II

Outro momento importante tratado neste volume é o Concílio Vaticano II, no qual o jovem Ratzinger participou primeiro como conselheiro teológico do Arcebispo de Colônia, Cardeal Josef Frings, e depois como perito do Concílio. E de fato, depois de 1965, sua contribuição provou ser fundamental na renovação da teologia e da eclesiologia. “O biógrafo do Papa emérito, Peter Seewald”, conta Azzaro, “disse certa vez que uma das contribuições mais importantes de Joseph Ratzinger foi um pequeno artigo escrito quando ele era vice-pároco, intitulado ‘Os Novos Pagãos e a Igreja'”. Era 1959 e quase três anos antes da abertura do Vaticano II, o jovem teólogo tinha percebido que “a Igreja estava cheia no dia das grandes festas, mas Jesus Cristo não estava mais tão vivo no coração dos fiéis”. E assim, nos cinquenta anos seguintes, a questão da transmissão e da eficácia da fé na vida diária estava no centro de seu pensamento.

Um estilo rico

A coleção sobre o pensamento de Ratzinger foi escrita na língua de origem do Papa emérito. “A edição alemã”, aponta o Cardeal Paul Josef Cordes, presidente emérito do Pontifício Conselho Cor Unum, “torna possível descobrir o que o Pontífice realmente disse, cuja riqueza se reflete no estilo rico, precioso e nunca banal”.

Um estilo linguístico que não perde sua força na tradução para o italiano. Raciocinando sobre o assunto, o professor Azzaro aponta que o próprio Ratzinger “traduz do grego para o alemão e também do latim para o alemão”. E isto já mostra o que ele espera de um tradutor: que ele possa dar novamente aos textos aquela carnalidade e aquela concretude típica da história da fé e da transmissão da fé que é feita de uma linguagem muito concreta e luminosa, refletindo o exemplo de Cristo que é uma trilha luminosa na história da Igreja”.

Fonte: Vatican News


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1 Cometários
  • Eneias Luna Vieira
    13/4/2022 - 13:33:58

    Parabéns!
    Que trabalho formidável!
    Como a obra de Deus é maravilhosa.
    Isso demonstra que quando o homem realmente se inspira em Deus ele é capaz de coisas fenomenais.
    Jesus Cristo inspira e sempre inspirará os homens que dedicam verdadeiramente sua vida a ele.
    Muito obrigado Bento XVI!

  • TV Pai Eterno

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