Repensando as formas de consumo

Iniciativa permite comunidade carente de Trindade (GO) renovar o guarda-roupa, e auxilia Obras Sociais.

NOTICIA_1_2016_04_001Como forma de incentivar o amor ao próximo e também o consumo responsável dos bens materiais, as Obras Sociais Redentoristas de Goiás estão com o projeto Brechó Santa Catarina de Alexandria. Iniciado este ano, é organizado pelo Centro Social Pai Eterno (Cespe) e, de acordo com o educador social João Victor Lopes, toda a renda é revertida para o grupo de mulheres e para a oficina de costura. “As peças vieram de doações e passam por uma triagem, as melhores (muitas até com etiqueta) vão para o brechó, com o valor entre cinco e trinta reais”, afirma ele.

O projeto ocorre na segunda sexta-feira de cada mês, alternando entre o Cespe, o Centro Social Redentorista (CSR) e Centro Social Redentorista São Clemente. Batizado com o nome de Santa Catarina de Alexandria, o projeto faz uma homenagem à padroeira dos estilistas e das costureiras. Conta a história que, durante o martírio de Santa Catarina de Alexandria, no século 4, suas roupas a protegeram das rodas que passariam por cima dela, machucando-a.

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Oportunidade

A estudante Tatiane Martins faz o curso de computação no Cespe. Ela conheceu o brechó e aproveitou para levar algumas peças para casa. “As roupas são de boa qualidade e baratas”, destaca. Além de se beneficiar com os preços e a qualidade dos produtos, Tatiane disse que vai convidar as amigas para conhecerem o local e também aproveitarem os preços: “Gostei bastante daqui e quero voltar para comprar mais e trazer minhas amigas”.

A voluntária Luana de Oliveira acha muito interessante a reação das pessoas com o brechó: “O público se sente valorizado e os produtos também ganham valor”. No Brechó, as roupas são separadas por cor e por modelo, não há roupas rasgadas, bijuterias estragadas ou sapatos com defeito, são apenas peças que foram usadas poucas vezes. Há também muitos produtos novos, porque alguns comerciantes fazem doações de peças de coleções passadas. “Funciona da mesma forma que numa loja, a pessoa bate olho, se identifica, experimenta e sai feliz daqui com a compra”, conta Luana.

A maioria das peças é para o público feminino, mas também é possível encontrar produtos para homens e crianças. Anaíde Martins visitou o brechó, pela segunda vez, comprou um presente para a neta e também para ela mesma. “Eu achei bom os produtos e também gostei do preço”, afirma. O educador social João Victor explica que nenhuma peça fica por muito tempo no brechó. “Se a roupa não é vendida, encaminhamos para o nosso bazar”. Para o educador, é um momento de interação entre a comunidade, um lugar onde as pessoas se distraem, conversam e ajudam o próximo.

NOTICIA_1_2016_04_007O brechó das Obras Sociais Redentoristas também é uma oportunidade para todos os católicos repensarem suas formas de consumo. A sociedade atual é muito ligada ao consumo, o “ter” se tornou uma forma de “ser” e isso, de acordo com o Papa Francisco, é uma grave inversão de valores.

Em uma de suas homilias, o Santo Padre disse: “Numa sociedade frequentemente ébria de consumo e de hedonismo, de riqueza e de abundância, de aparência e de narcisismo, esta criança – o Menino Jesus – nos chama a ter um comportamento sóbrio, ou seja, simples, equilibrado, linear, capaz de entender e viver o que é realmente importante”. Além disso, Francisco prega que o estilo de vida dos cristãos deve primar pela empatia, pela piedade e misericórdia, que só é possível alcançar por meio da oração e das boas atitudes.

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