Devoção

Perdi o emprego, e agora?

Laura Máximo é pedagoga, mais de 20 anos de carreira, mãe de duas […]

Laura Máximo é pedagoga, mais de 20 anos de carreira, mãe de duas filhas e, no fim de 2018, recebeu de forma inesperada a notícia que a deixou desnorteada: foi demitida do seu emprego. “Eu sempre fui pedagoga, já passei por todos os cargos que a profissão permite e, nos últimos anos, estava como diretora de uma escola”, conta.

Laura explica como se sentiu quando recebeu a informação: “Eu realmente não esperava, sabia que mudanças estavam acontecendo na escola, muitos funcionários estavam sendo demitidos, mas não acreditei que aquilo pudesse acontecer comigo, foi um baque e até passei mal no dia”.

Recomeço

Hoje, após seis meses desta notícia, Laura segue no caminho da perseverança para reorganizar a vida, porém ela afirma que o processo tem sido desafiador. “Tem sido muito difícil recomeçar, pois foi uma situação que me chateou muito, não pela demissão em si, mas pela forma como tudo ocorreu. As pessoas que me demitiram não procuram saber como era meu trabalho, apenas decidiram me dispensar”, conta.

A pedagoga ainda não conseguiu uma recolocação no mercado dentro da sua área de formação e por isso tem buscado outras formas de sustentar a família. Logo após a demissão, ela tirou um tempo para si mesma, viajou para tentar descansar e traçar um plano de ação. Depois decidiu investir parte do dinheiro que recebeu com o acerto para buscar outras formas de renda. “Eu decidi vender roupas. No início focava no público adulto, agora foco em roupas infantis. Faço as vendas pela internet e também em feiras”, diz.

Aprendizado

Como dica para outras pessoas que estejam passando pela mesma situação, Laura explica que a fé no Pai Eterno é essencial. “Sempre peço que Deus me mostre um caminho, que abra as portas certas, que me ajude a superar esta fase. Além das vendas, eu sigo levando currículos, estudo para concurso, pois sei que receberei a graça de superar este momento”, afirma.

A profissional também aconselha a sempre fazer um trabalho bem feito, procurar ajudar as pessoas em tudo que fizer, pois o carinho e a gratidão das pessoas é um consolo. “Apesar da tristeza, tenho muito orgulho de tudo que passei, pois tenho o carinho dos meu colegas de profissão, dos amigos e da família. Tudo isso mostra que realizei um bom trabalho”, pontua.

Por fim, a última dica de Laura é não desistir e procurar ocupar a cabeça. “Vender roupas não foi importante só para ter um retorno financeiro, mas porque este trabalho me tirou dos pensamentos de tristeza e mágoa. Não é fácil, ainda estou aprendendo, pois é um ramo que nunca trabalhei, mas sigo me esforçando e acho que todos devem buscar uma forma de se ocupar”, finaliza.

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