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Semana Mundial de Aleitamento Materno: responsabilidade compartilhada

Mães e crianças que vivenciam a amamentação precisam ser protegidas, propõe campanha

Entramos no “Agosto Dourado”, um mês inteiro dedicado à promoção do aleitamento materno, considerado alimento de ouro pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No dia 1º de agosto, foi celebrado o Dia Mundial da Amamentação, marcando também o início da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2021.

O tema deste ano é “Proteja a amamentação: uma responsabilidade compartilhada”. Segundo Patrícia Lima, enfermeira e professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e membro da International Baby Food Action Network – Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN), a principal mensagem desta campanha é que as mães e crianças que vivenciam a amamentação precisam ser protegidas.

A amamentação é um direito humano que precisa ser respeitado, protegido e cumprido e, como tal, não pode ser visto como uma responsabilidade da mãe apenas. Precisa ser uma responsabilidade de todos nós, família, sociedade e governos. O Brasil ainda encontra diversas dificuldades que o impedem de atingir maiores índices de amamentação, algumas delas são vontade política, falta de profissionais capacitados para trabalhar com amamentação, promoção de produtos substitutos do leite materno, aumento do trabalho informal que impede as mulheres de terem a licença maternidade de 120 dias.

Pandemia

A pandemia trouxe ainda mais desafios. No entanto, artigo publicado recentemente na revista científica Lancet, uma das mais conceituadas do mundo, apresenta evidências para contribuir na decisão de políticas públicas relacionadas à amamentação e infecção por Covid-19.

O texto, de autoria do doutro Cesar Victora, médico brasileiro e uma das maiores autoridades do mundo sobre amamentação, aborda as evidências disponíveis em relação aos benefícios de manter a amamentação quando a mãe apresenta infecção por COVID-19. O artigo reforça que já há evidências de alta qualidade que mostram os benefícios do aleitamento materno exclusivo, do contato pele a pele logo na primeira hora de vida, do cuidado responsivo na sobrevivência, saúde e desenvolvimento infantil.

Mesmo assumindo que existem altas taxas de transmissão de mãe para filho de SARS-CoV-2 por contato e através do leite materno, as mortes adicionais entre bebês recém-nascidos e bebês em países de baixa e média renda que fossem separados das mães e não amamentados seria aproximadamente 67 vezes maior do que o número de bebês recém-nascidos e bebês com probabilidade de morrer por conta de COVID-19.

Para o doutor Nelson Arns Neumann, coordenador internacional da Pastoral da Criança e doutor em Saúde Pública, deve-se apoiar que as mães contaminadas pela COVID-19 tenham contato e continuem amamentando seus filhos, procurando manter as medidas de prevenção de transmissão, como lavar as mãos e usar máscaras faciais. Os benefícios da amamentação sobre a sobrevivência infantil superam todas as outras causas de morte que a falta dessa possa levar. A mensagem dos profissionais de saúde para as famílias sobre o apoio à amamentação deve ser clara”.

Fonte: Redação, com informações da CNBB. 


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