A imagem original do Divino Pai Eterno fica guardada no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), assim como o próprio Medalhão

 

Devoção ao Pai Eterno

Certo dia, durante o trabalho no campo, próximo ao córrego do Barro Preto, a enxada do lavrador Constantino Xavier acertou algo rígido, que não se parecia com uma simples pedra. Ao lado de sua esposa, Ana Rosa Xavier, ele se deu conta que havia encontrado um belíssimo Medalhão de barro, de aproximadamente oito centímetros, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Encantados, beijaram o Medalhão sagrado. Mal sabiam eles que aquele encontro mudaria a vida do povo daquela região. A partir dali, começou a devoção ao Divino Pai Eterno, que teve como seu primeiro Santuário a residência do casal.

Demonstrando sua fé, amor e devoção, Constantino e Ana Rosa levaram a Imagem para casa, onde, baseado em relatos da história, um altar foi preparado para abrigar o Medalhão. Ali, a família se reunia com familiares e vizinhos, aos fins de semana, para rezar o terço. Com isso, numerosos prodígios, graças e milagres começaram a acontecer. A notícia se espalhou e outros moradores locais se juntaram ao casal de lavradores. Aos poucos, esse número foi aumentando até que Constantino decidiu construir a primeira capela, coberta por folhas de buriti.

Imagem

Cerca de dois anos após o início das orações em torno do Medalhão, Constantino se dirigiu a Pirenópolis, mais de 120 km de distância da região do Barro Preto (atual Trindade), com o intuito de restaurar o objeto sagrado. Para isso, procurou o artista plástico goiano Veiga Valle. Aconselhado pelo artista, Constantino resolveu fazer uma réplica da figura da Trindade Santa coroando Maria em um tamanho maior, esculpida em madeira. Daí surgiu a  Imagem, que se tornou uma forte representação da devoção ao Pai Eterno.

A imagem original do Divino Pai Eterno fica guardada no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), assim como o próprio Medalhão. Devido ao seu grande valor simbólico, ela só é retirada do local no Dia da Grande Festa, durante a Romaria de Trindade, quando sai da Igreja Matriz, em procissão no carro andor, até a Praça do Santuário Basílica para a celebração Missa de Encerramento da Festa.

 

História do Medalhão

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